14/06/2026 · Equipe GálagoTEF

Gorjeta na maquininha: como configurar os 10%

Os famosos “10%” fazem parte da rotina de qualquer bar ou restaurante no Brasil. Mas cobrar a gorjeta na maquininha certo — de forma opcional, transparente e bem registrada — evita confusão com o cliente e problema na conciliação. Este guia mostra como configurar a taxa de serviço na maquininha e no PDV, o que a lei diz e as boas práticas para o food service.

Gorjeta é opcional (e a lei deixa claro)

A chamada taxa de serviço, ou “os 10%”, é uma gratificação opcional. A Lei 13.419/2017 regulamentou a gorjeta no Brasil e reforçou que ela é uma liberalidade do cliente e pertence aos empregados, com regras de rateio conforme o estabelecimento tenha ou não convenção coletiva.

Na prática, isso significa duas coisas para o operador do caixa:

Não force o valor nem esconda a opção. Transparência aqui evita reclamação e mantém a operação dentro da lei.

Formas de configurar os 10% na cobrança

Há mais de um jeito de cobrar a gorjeta, e a escolha afeta a experiência e o registro:

Em operações com comanda eletrônica, o mais limpo é o PDV calcular a taxa sobre os itens e enviar o total (com ou sem gorjeta, conforme o cliente escolher) para a maquininha via TEF. Assim, o valor cobrado no cartão bate exatamente com a conta.

Passo a passo para configurar

Para deixar a gorjeta bem resolvida no seu estabelecimento:

  1. Defina o percentual padrão (normalmente 10%) e onde ele incide — em geral sobre o subtotal de produtos, não sobre outras taxas.
  2. Deixe a recusa fácil. Configure o sistema para remover o serviço com um toque quando o cliente pedir.
  3. Separe gorjeta de venda no registro. Grave o valor de serviço em um campo próprio, para não inflar o faturamento nem bagunçar a conciliação.
  4. Combine o rateio com a equipe conforme a legislação e eventual convenção coletiva.
  5. Teste o comprovante. Confira se o valor de gorjeta aparece de forma clara para o cliente.

Por que separar gorjeta do valor da venda importa

Misturar a gorjeta no total sem distinguir cria três problemas: infla o faturamento aparente, atrapalha o cálculo de taxas e dificulta o repasse correto aos funcionários. Quando o serviço vai em campo próprio, você sabe exatamente quanto foi venda e quanto foi gorjeta — o que ajuda tanto na conciliação de cartões quanto na folha.

Lembre também que, se a gorjeta entra no valor cobrado no cartão, a taxa da maquininha (MDR) incide sobre esse total. Ou seja: sobre a parte de serviço também há custo de adquirência. Isso não é errado, mas precisa entrar na sua conta de rateio.

Gorjeta no PDV integrado ao TEF

Num caixa integrado, o fluxo ideal é: o PDV calcula os 10% sobre a comanda, o operador confirma (ou remove a pedido do cliente), e o total final vai fechado para a maquininha. O recebimento volta com NSU e autorização, e o sistema guarda venda e gorjeta separadas. Nada é digitado à mão, nada infla o faturamento por engano.

No GálagoTEF, o valor enviado para a maquininha é o que o seu sistema definir — com ou sem serviço — e a transação volta normalizada, com os campos que você precisa para registrar tudo certo. Veja como enviar o valor e ler a resposta na documentação da API.

Configure a taxa de serviço uma vez e deixe o caixa fluir: integre seu PDV ao pagamento em maquininha com o GálagoTEF pelo painel e cobre os 10% com transparência e registro correto.


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