08/02/2026 · Equipe GálagoTEF
NSU e código de autorização: o que significam no comprovante
Todo comprovante de pagamento com cartão traz dois códigos que quase ninguém para para entender: o NSU e o código de autorização. Eles não estão ali por acaso. São a “impressão digital” da transação, essenciais para consultar, conciliar, estornar e resolver qualquer disputa. Neste artigo, explicamos o que significa cada um, onde encontrá-los e como usá-los no dia a dia do seu negócio.
O que é NSU
NSU significa Número Sequencial Único. É um identificador gerado pelo sistema de captura (a maquininha ou o TEF) para marcar cada transação de forma exclusiva. Pense nele como o número de protocolo da venda: sempre que você precisar localizar uma transação específica junto à adquirente, o NSU é a referência principal.
Existe uma sutileza importante: pode haver mais de um “NSU” envolvido em uma mesma transação. O NSU do TEF (ou da automação) identifica a venda no sistema de captura, enquanto o NSU do host/adquirente identifica a transação no processador. Em geral, o comprovante mostra o número que você deve usar para consultas, mas em integrações técnicas vale saber que os dois existem.
O que é código de autorização
O código de autorização é o número emitido pelo banco emissor do cartão confirmando que a operação foi aprovada. Enquanto o NSU identifica “qual transação”, o código de autorização atesta “que ela foi liberada pelo emissor”. Sem esse código, a venda não foi autorizada.
Ele costuma ter poucos dígitos e é gerado no momento em que o emissor aprova a compra, durante a etapa de autorização. Para entender onde essa etapa se encaixa, vale a leitura de como funciona uma transação de cartão do início ao fim.
NSU x código de autorização: a diferença
Resumindo a distinção entre os dois:
- NSU: identifica a transação no sistema de captura. Serve para localizar a venda.
- Código de autorização: confirma que o emissor aprovou a operação. Serve para provar que foi autorizada.
| Elemento | Quem gera | Para que serve |
|---|---|---|
| NSU | Sistema de captura (TEF/POS) | Localizar e referenciar a transação |
| Código de autorização | Banco emissor | Comprovar a aprovação da venda |
Os dois trabalham juntos. Em um estorno, por exemplo, você normalmente precisa informar o NSU e a data da transação original; o código de autorização comprova que aquela venda existiu e foi aprovada.
Para que servem no dia a dia
Esses códigos são muito mais úteis do que parecem. Veja onde eles entram na rotina do lojista:
- Conciliação financeira: cruzar as vendas do sistema com o relatório da adquirente usando o NSU evita divergências e “vendas fantasma”.
- Estorno e cancelamento: a maioria das operações de estorno exige o NSU e a data da transação original.
- Disputas e chargeback: ao contestar uma cobrança, esses códigos comprovam que a venda ocorreu e foi autorizada.
- Suporte ao cliente: localizar rapidamente uma compra específica na hora de tirar dúvidas.
- Auditoria: rastrear cada pagamento de ponta a ponta.
Por isso, é fundamental que seu sistema armazene o NSU e o código de autorização de cada venda, não apenas os imprima no papel.
Onde encontrar no comprovante
No comprovante impresso, o NSU e o código de autorização normalmente aparecem em uma linha próxima ao valor e à bandeira, identificados por rótulos como “NSU”, “Doc” ou “Aut”. Em soluções integradas de TEF, esses dados também ficam registrados no sistema de gestão, o que facilita consultas sem precisar do papel. Se você quer entender por que a captura integrada preserva esses dados automaticamente, veja o que é TEF e como funciona na maquininha.
Boas práticas de registro
Para não ter dor de cabeça, adote algumas práticas simples:
- Guarde NSU, código de autorização, data, hora e valor de cada transação.
- Faça a conciliação periodicamente, comparando vendas com os repasses da adquirente.
- Antes de repetir uma cobrança recusada, confirme o resultado da tentativa anterior pelo NSU para evitar duplicidade.
- Em integrações via API, capture esses campos na resposta da transação e persista no banco.
Sistemas modernos de TEF já entregam esses identificadores de forma estruturada, prontos para conciliação e estorno automatizados.
O GálagoTEF retorna NSU e código de autorização em cada transação de forma padronizada, facilitando conciliação, estorno e auditoria. Explore a documentação da API e tenha rastreabilidade total dos seus pagamentos em maquininha com o GálagoTEF.